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Só se vive uma vez: breve experiência com o paraquedismo

  • 24 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 29 de nov. de 2022


Por Beatriz Jarins


O Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), em Boituva, conta com um espaço de 99 mil metros quadrados, localizado a cerca de 120 quilômetros da capital de São Paulo.

Com 20 escolas em funcionamento e aproximadamente 30 mil pulos acontecendo por mês, a Sky Company foi a escolhida por quem vos fala, para comemorar meu 21º aniversário nas alturas.


O estudante de jornalismo, João Vitor Camargo, fala mais sobre o assunto em sua reportagem: "Esportes Radicais – Centro Nacional de Paraquedismo". Vale a pena conferir. É só clicar aqui:

Eu me lembro que essa ideia surgiu logo no início de 2021, com uma forma de sentir a liberdade novamente, após os picos altos da pandemia (assunto que a gente já conhece bem), e quando o assunto sobre paraquedismo se tornou pauta para as minhas conversas com os meus amigos, a maioria rejeitou, dizendo que: “o valor pago para algo que dura poucas horas, poderia ser usado para um final de semana diferente”, mesmo assim, não foi o suficiente para me convencer a mudar de ideia.


Eu queria mesmo era ter pulado no dia do meu aniversário, pois mística que sou, fazer 21 anos no dia 21/12/2021 parecia ser um sinal do universo. Mas por ser um dia útil e eu não ter nascido herdeira, consegui manter o desconto de aniversariante (após enviar várias mensagens emocionais para quem estava do outro lado da negociação) mesmo pulando fora da data.


Então o dia chegou, era 19 de dezembro e eu estava super ansiosa. Um casal de amigos, que considero como família, fizeram questão de me levar e convidaram os parentes deles (que até então, não conhecia) só para irem me ver pular.


Quando cheguei lá, por volta das 10h30, foi só o tempo de assinar os documentos e me preparar para o salto, que estava previsto às 11h. Na mesma hora, a ansiedade se tornou animação.


O instrutor veio me passar as orientações enquanto filmava alguns trechos para registrar o momento. Ele me perguntou se eu tinha alguma dúvida e na mesma hora, eu perguntei se teria o perigo do meu all star cair durante o salto. Pareceu como brincadeira, para aliviar a tensão do momento, mas, na verdade, eu estava falando seríssimo! Se eu perdesse o all star a 12.000 pés, praticamente a quatro mil metros de altura, seria muito difícil eu encontrar depois.


Meu instrutor ficou alguns minutos ausente e quando chegou a hora de entrar no avião, junto com outras cinco ou sete duplas (não lembro exatamente), percebi que ele tinha acabado de se alimentar. Achei um tanto curioso essa parte e percebi que ele estava realmente acostumado com o trabalho, pois felizmente, não aconteceu nenhum imprevisto durante o pulo.


Quanto mais o avião se distanciava do solo, mais a sensação de adrenalina aparecia dentro de mim. Em um dos momentos em que eu estava conversando com o meu instrutor, enquanto os outros corajosos também faziam o mesmo, tivemos uma pausa para cantar parabéns nas alturas. Além de mim, outro aniversariante do mês também quis comemorar mais um ano de vida da mesma forma que a minha.


E então, chegou a hora do pulo. Meu instrutor brincou que só daria para descer por meio do salto, não tinha outro jeito (por mais que o piloto fosse fazer a decolagem do avião monomotor, né?). Eu fui a última a pular, o que me deu a possibilidade de ver as outras pessoas pulando primeiro. Confesso que o nervosismo delas me contagiou um pouquinho, mas nada que fizesse eu me arrepender da escolha.


Pulei! Foi uma das melhores sensações que já tive. Aquele frio na barriga que dá em determinadas ocasiões, eu senti pelo corpo inteiro. Parecia um cachorro sentindo a brisa do vento pela janela do carro. Ali, me senti viva novamente, como se fosse uma validação de que eu realmente existo, sabe?


As emoções nos proporciona isso, nos faz sentir vivos, existindo, principalmente quando estamos em dúvida disso, apenas (sobre)vivendo em nossas rotinas no automático.


Foram no máximo 10 minutos entre o salto e a aterrissagem, além de mais 15 minutos na aeronave. E quando chegamos no solo, a sensação foi de gratidão, pela experiência, pela oportunidade, pela minha vida, por dar tudo certo e principalmente, por eu não ter perdido meu all star, mesmo com o cadarço frouxo!









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Revista Adrenalina

A revista foi criada por estudantes de Jornalismo do 6º semestre de 2022, para a disciplina de Projeto Interdisciplinar: Revista Digital, da Universidade de Sorocaba.

© 25 de novembro de 2022 

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