Esportes Radicais – Centro Nacional de Paraquedismo
- 25 de nov. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 30 de nov. de 2022
Um lugar que respira aventura
Por João Vitor Camargo
Localizado em Boituva, à 100 km da capital, o Centro Nacional de Paraquedismo é referência no esporte radical. Com cerca de 5 mil saltos por mês, o local reúne amantes de adrenalina e esportistas de diversos locais do país.
Em busca de adrenalina, muitas pessoas praticam o esporte, seja como hobby ou profissionalmente. “Sensação de liberdade, extravasar e poder olhar ao chão com outra perspectiva” é o que conta Letícia Fernandes, executiva de projetos. “Saltar reafirmou a vontade de seguir meus instintos, minhas vontades e ousar, mesmo que pareça loucura”. Letícia viajou de Americana a Boituva junto com o seu pai, seu irmão e o seu primo, mas foi a única que teve coragem de saltar.

Motivação: curiosidade e vontade de sentir adrenalina

“Não tive medo, não pensei em desistir”
Para estar apto a saltar precisa de um condicionamento físico apropriado. O peso ideal para o salto duplo é de 60 a 110 quilos por pessoa, não podendo ultrapassar os 200 quilos no total. É expressamente proibido o salto para pessoas com doenças cardíacas, com labirintite e gestantes. O instrutor do salto é escolhido de forma com que fique um peso equilibrado, e o mesmo instruirá em terra todas as exigências do salto, desde o momento que subir no avião até o toque em terra firme.
O salto não precisa necessariamente ser agendado. Basta ir até o local, procurar uma das 4 escolas de paraquedismo e esperar pela próxima turma que se formará. Depois da preparação em terra, devidamente vestido com o traje próprio para salto, é só seguir para o avião. A emoção já começa em terra. O embarque é feito na própria pista de decolagem, de terra batida. A acomodação dentro da aeronave é feita no chão, enfileirados na ordem de cada salto. O frio na barriga já começa na aceleração do avião, quando a poeira da terra sobe e o barulho do avião se intensifica. O combo é perfeito, faz com que a adrenalina seja sentida em todos os momentos dessa aventura.

Os aviões usados nos saltos são do modelo Cesna Caravan, com capacidade para transportar 11 pessoas, incluindo o piloto.
Além de atrair milhares de aventureiros de diversas partes do país, Boituva também desperta o interesse nos moradores. Acostumados em acordar com o barulho dos aviões, os boituvenses se desafiam a saltar nessa aventura. Essa aventura que moveu Felipe Rosa, morador da cidade e amante do esporte radical. “O fato de eu morar aqui influenciou 90% do motivo de querer saltar. Desde pequeno olho para o céu e vejo as pessoas lá em cima, gritando de felicidade. É uma experiência que todo boituvense – ou quase todos – tem vontade de experimentar. Eu estava em um momento da minha vida em que precisava sentir uma emoção diferente, uma adrenalina fora do normal, como pular de um avião. Comentei com um amigo sobre a vontade e ele topou também. Foi aí que tudo deu certo e vivi uma experiência incrível.” Aos 21 anos, o assistente de exportação se encorajou e decidiu ver a cidade de outro ângulo.

“Acredito que medo é um sentimento que sempre temos quando vamos fazer algo muito fora do normal, mas jamais pensei em desistir ou deixar para depois. Tá com medo? Vai com medo mesmo”

“Quando o paraquedas abre e você consegue se situar do que está acontecendo, é uma sensação incrível. Algo libertador e leve, literalmente voando como um pássaro”.
Não existe dia certo para deixar a adrenalina pulsar.
Muitas pessoas escolhem momentos especiais para realizarem os seus saltos. Já pensou comemorar o aniversário com essa aventura? É o que fez a Beatriz Jarins, estudante de jornalismo e editora chefe da revista Adrenalina, para comemorar a chegada dos seus 21 anos. Ela contou com detalhes toda essa experiência. Clique aqui para sentir esse frio na barriga detalhado pela Bia.
Confira um trecho do vídeo desse momento vivenciado por ela:
Praticar esse esporte é para os mais corajosos. Cada salto tem a duração aproximada de 8 minutos e custa o valor de R$ 450,00 aproximadamente. Se a vontade de adrenalina persistir, o Centro Nacional conta com escolas que preparam o aluno para o salto solo. Depois de muitos ensinamentos teóricos e exame de aptidão, o esportista pode saltar sozinho do avião, deixando a aventura ainda mais intensa e emocionante. O processo até chegar ao batismo (primeiro salto solo) fica em torno de R$ 5000,00, com todo o curso teórico e os primeiros saltos duplos obrigatórios incluídos.
Mesmo para quem vá acompanhar ou mesmo para assistir às centenas de aterrissagens, o local conta com diversos quiosques para alimentação, banheiros, playground e até um hotel. A entrada é gratuita e os saltos acontecem de terça a domingo, seguindo as condições meteorológicas propícias para o salto.




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