Maria Lenk: A patrona da natação brasileira
- 24 de nov. de 2022
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Por Vitória Mendes

A atleta deixou importantes legados no esporte nacional e nadou até seu último dia de vida (Foto: Reprodução/Internet)
Nascida em 1915, a paulistana Maria Emma Hulga Lenk Zigler, ou simplesmente Maria Lenk, foi nada mais, nada menos, que a maior nadadora brasileira de todos os tempos. Para começar a falar sobre sua extraordinária trajetória no esporte, com apenas 17 anos ela foi a primeira mulher sul-americana a competir nas Olimpíadas.
Apesar de não ter subido ao pódio nas Olimpíadas de Berlim em 1936, naquele evento, ela se tornou a primeira pessoa do mundo a nadar no estilo borboleta, sendo então responsável por introduzir esse estilo em um dos quatro oficiais da natação e, não só isso, Lenk também quebrou dois recordes mundiais, nos 200m e 400m peito, sendo até hoje, a primeira e única brasileira a alcançar o feito, se tornando uma grande pioneira da natação moderna.
Tudo começou bem cedo e de forma inesperada, aos sete anos, sofrendo de problemas respiratórios graves, seus pais, imigrantes alemães, decidiram colocá-la na natação para tratamento, a fim de melhorar a saúde de Lenk. Como seus pais não possuíam uma piscina em casa, ela iniciou seus treinamentos no Rio Tietê.
Já em 1942, aos 27 anos, Lenk decide abandonar a carreira como nadadora profissional e ajudar na fundação da Escola Nacional de Educação Física, da então Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro (atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro). Com isso, ela se torna a primeira mulher a dirigir uma faculdade de Educação Física na América do Sul.
Lenk foi homenageada diversas vezes ao longo de sua vida. Em 1988, ela entrou para o Hall Internacional da Fama da Natação, e mais tarde, recebeu também a Ordem Olímpica, sendo considerada uma das maiores atletas de todos os tempos.
Mesmo depois de se aposentar, Lenk continuou competindo, dessa vez em categorias master, e ainda assim, batendo recordes, sendo que no total ela nadou em 11 Mundiais 'máster', e ganhou 54 medalhas, sendo 37 douradas.
Até o fim de sua vida, Maria Lenk não largou as piscinas. Ela faleceu em 2007, aos 92 anos quando teve uma parada cardiorrespiratória logo depois de fazer aquilo que mais amava: nadar. No mesmo ano, ela teve sua última homenagem recebida em vida, tendo seu nome dado ao Parque Aquático dos jogos Pan-Americanos daquele ano.




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