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Esporte: do vestibular à Universidade

  • 23 de nov. de 2022
  • 4 min de leitura

Atualizado: 24 de nov. de 2022

Os benefícios nos estudos que os estudantes adquirem ao praticar esportes


Por Isadora Manzato




Time de Vôlei feminino da Atlética Araras da Universidade de Sorocaba (Uniso), campeãs da modalidade nos Jogos Universitários na cidade de Uberaba em novembro de 2022 (Foto: arquivo pessoal)



Praticar esportes pode trazer vários benefícios para os adolescentes, como ter disciplina, aprender sobre vitória, derrota, foco, determinação e ser mais saudável.


De acordo com uma pesquisa realizada por neurocientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, a dupla “estudo e esporte” é considerada um ótimo combustível para o cérebro. O levantamento apontou que crianças e adolescentes que praticam esportes têm desempenho na aprendizagem superior a 20%.


Naiara Lírio, 22 anos, estuda para o vestibular de engenharia mecânica e afirma que ao começar a jogar vôlei e lutar Muay Thai, sentiu-se mais disposta na hora de estudar, coisa que não acontecia com tanta frequência por conta do seu excessivo cansaço mental.


Quando eu comecei a ter mais vontade de estudar, notei que ela sempre vinha após eu ter praticado o esporte, como se o ato de me exercitar fosse tão divertido a ponto de fazer minha mente relaxar por conta da endorfina, e ter mais foco nos momentos em que sentava com meus livros para fazer as atividades do vestibular”, relata a estudante.


Naiara Lírio e seu professor de Muay Thai, Gabriel Santos (Foto: arquivo pessoal)


Por meio da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD), que foi divulgada em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi confirmado que 62,1% da população brasileira com 15 anos ou mais não pratica nenhum tipo de esporte regularmente. Caso a prática fosse regular, esse jovem conseguiria manter uma rotina mais saudável, desenvolver seu condicionamento físico, diminuir as chances de um adoecimento provocado por uma vida sedentária, melhorando assim a qualidade de vida e trazendo mais disposição para fazer qualquer coisa que deseje, enfatiza a pesquisa.


Segundo Vagner Reolon Marcelino, coordenador do curso de Educação Física na Universidade de Sorocaba (Uniso) e educador físico há 26 anos, o ato de movimentar-se é tão importante quanto o hábito que temos de nos hidratar e alimentar todos os dias, um ponto essencial que proporciona uma vida mais saudável para o indivíduo.


Além de procurar combater o sedentarismo, um dos maiores males do século XX e também do século XXI, o bem-estar pela prática de exercícios físicos regulares, proporciona melhorias significativas em nosso corpo, no âmbito fisiológico e social”, comenta Vagner.

Já no ambiente universitário, o esporte pode acabar ficando em segundo plano por conta de o aluno acumular atividades acadêmicas, sofrer com a falta de tempo para seu próprio lazer, estágio ou a falta dele, tudo isso tentando conciliar todas as coisas do seu dia a dia. Porém, cada faculdade possui a sua Atlética, uma associação independente formada pelos estudantes com o objetivo de integrar turmas, promover eventos, montar equipes esportivas para a disputa de campeonatos e dar mais voz para os participantes em questões que envolvem a instituição de ensino, e é o esporte a parte fundamental na organização de uma Atlética para auxiliar o aluno.


Segundo a matéria divulgada no blog Faro Educacional, além dos treinos das equipes esportivas, as Atléticas no geral apesar de serem bastante associadas às festas, também permitem que os estudantes conheçam outras pessoas do seu curso e da sua Universidade, praticar esportes, aprender a tocar algum instrumento da bateria, realizar ações sociais e entender sobre gestão, que são alguns dos benefícios que podem ser adquiridos ao participar.


Atualmente, a maioria das Atléticas já são empresas que possuem CNPJ, estatuto e diretoria, apesar de ser um mundo muito divertido e encantador, também é levado a sério. Várias empresas já consideram a participação em Associações Atléticas, Centros Acadêmicos e Empresas Juniores um grande diferencial, sendo bastante considerado em processos seletivos, enfatiza a matéria divulgada no blog.


A estudante do curso de Biomedicina na Universidade de Sorocaba (Uniso), de 20 anos, Luana Brito, faz parte da Atlética Araras de sua universidade e possui uma rotina bem agitada por conta dos estudos e das atividades físicas que pratica, mas conseguiu conciliar todos os horários de ambos compromissos. “Por meio de muita disciplina e planejamento, consigo praticar quatro vezes por semana o Vôlei, uma vez por semana o Beach Tênis e quatro vezes por semana na academia", relata Luana.



Luana Brito e Beatriz Holtz, jogadoras de Vôlei feminino pela Atlética Araras (Foto: arquivo pessoal)



Foi por conta de questões médicas, por exemplo, que ela teve que aderir à rotina esportiva em sua vida, mas o incentivo de uma tia fez com que começasse a se interessar pelo Vôlei.


Eu iniciei no esporte por conta de uma recomendação médica, pois estava com sobrepeso. E logo após, a minha tia que era fanática pelo Vôlei, me levava sempre que ela assistia os jogos nas quadras, e víamos também pela TV principalmente quando passava os jogos do time brasileiro, e aos 14 anos eu resolvi começar a treinar”, finaliza a atleta.

Ambas estudantes entrevistadas afirmaram que o cansaço físico após o jogo não é tão desgastante se comparado ao cansaço mental após estudar por horas sem fazer nenhuma pausa. Destacaram que o cansaço físico requer apenas alguns períodos de descanso, já o mental precisa de um período maior de relaxamento e que quando passam horas estudando, sentem alguns sintomas como ansiedade, cansaço mental, insônia, preocupações e dores de cabeça.


A Revista Exame divulgou uma matéria com dicas para aumentar a concentração na hora dos estudos segundo a neurociência, estão entre elas, saber a hora de parar para dar uma respirada, fazer um lanche e aliviar o estresse da mente com algo agradável faz com que o cérebro consiga desacelerar e relaxar um pouco, para quando for voltar a estudar, guardar muito mais conhecimento por estar associando melhor o assunto do conteúdo que está sendo estudado. Portanto, segundo a neurociência, um dos melhores hobbies que o estudante que está se preparando para prestar o vestibular e o universitário podem adquirir é a prática de qualquer esporte ou de algum exercício físico, pelo fato de se tornar algo que pode auxiliar em vários quesitos da vida e ser feito com prazer.



Luana Brito, aluna de Biomedicina na Uniso (Foto: arquivo pessoal)




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Revista Adrenalina

A revista foi criada por estudantes de Jornalismo do 6º semestre de 2022, para a disciplina de Projeto Interdisciplinar: Revista Digital, da Universidade de Sorocaba.

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