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Atletismo Paralímpico

  • 23 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de nov. de 2022

Atletas Paralímpicos desta modalidade pontam os benefícios da prática esportiva


Por Luísa Bergamin Tamura Ferrazzi


O atletismo é composto por competições de corrida, arremessos e salto em distância. As provas de corrida são divididas em três categorias, sendo elas: corrida, revezamento e maratona. Nas competições de corrida, os atletas disputam a velocidade em percursos de 100, 200, 400, 800, 1.500 e 5.000 metros. As adaptações para a execução das provas são feitas de acordo com as necessidades de cada competidor, sendo que os amputados de membro inferior correm com próteses, os cadeirantes em cadeiras adaptadas, e os deficientes visuais têm o auxílio de guias.


No revezamento, equipes de quadro atletas disputam corridas de 4 x 100 metros e 4x400 metros. Os corredores da equipe só iniciam o seu trajeto ao receberem o bastão de outro membro, sendo que, nas provas com cadeirantes, essa mudança é feita somente com o toque da mão.



Para conhecer um pouco mais sobre a modalidade Vinicius Proença fala sobre a modalidade. O atleta de 33 anos, portador de poliomielite transversa devido ao uso de substâncias ilícitas e alcoolismo na adolescência. O atleta começou a fazer o uso após a morte de seu pai, esta causada por um problema no pulmão.


O atleta disse que o esporte foi o divisor de águas de sua vida, entretanto, o esporte se tornou para ele muito mais que uma qualidade de vida.


“O esporte para mim não é apenas qualidade de vida, ele tem o poder de mudar nossa visão do que realmente é saudável, nos transformando em pessoas melhores.” - disse o atleta todo emocionado.

Proença também relatou que para alcançar seus objetivos teve que acreditar em si mesmo e perceber o quanto era forte para ultrapassar as barreiras que a vida lhe impôs.


“Percebi que poderia alcançar nível profissional quando comecei a acreditar em mim e a perceber que eu era mais forte do que imaginava”,finaliza confiante.


(Foto: Bruno Xavier / arquivo pessoal)



A atleta pratica seus treinos seis vezes por semana, porém com cadeira de corrida de duas a três vezes, no restante dos dias faz seus treinos de natação e handbike (uma bicicleta que se pedala com as mãos).


A paratleta Jessica Giacomelli de 24 anos, portadora de mielomeningocele que é uma má formação da coluna vertebral e da medula espinhal, que acontece nas primeiras semanas de gestação.


A paratleta comentou que começou na modalidade quando foi convidada pela professora de educação física da escola que frequentava.


“Comecei o atletismo aos 12 anos, através das aulas de educação física, onde a professora Eunice me dava aula, ela me chamou para participar da primeira competição e aí peguei gosto pela coisa.” conta ela.

Porém, Giacomelli falou que os esportes paralímpicos não possuem investimento e pouca divulgação, o que atrapalha em algumas questões. “Acho que nosso país poderia evoluir em questões de divulgações, pouco se fala do esporte Paralímpico em TV aberta, o público se apaixona, mas isso acaba não chegando a todos. Uma coisa que poderia melhorar também, é o investimento financeiro em atletas de base (jovens), isso é mais que essencial”,ela reflete esperançosa.




(Foto: Jéssica Giacomelli / Créditos: CPB)


Jéssica pratica seus treinos em cadeira de corrida de segunda a sexta, porém três vezes na semana faz apenas treinos de educativos da modalidade,ou seja, exercícios coordenativos e posturais, que têm como objetivo simular padrões de movimentos desejáveis durante a corrida. Eles são também uma ferramenta muito poderosa que traz um salto de qualidade no treino de corrida, principalmente no que diz respeito à melhor postura ao correr.



Para finalizar os dois atletas entrevistados acima deixam um recado para você que está lendo e quer começar a praticar esportes:


Jessica Giacomelli

“Meu conselho é que eles procurem algo que possam fazer com paixão, pois é aquele ditado: ‘aquele que trabalha com o que ama, não tem trabalho nunca’. E realmente, estou neste amor há 12 anos.”

Vinícius Proença

“A carreira esportiva é de dedicação, luta e esforço, mas é gratificante, apenas não desista e acredite sempre.”



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Revista Adrenalina

A revista foi criada por estudantes de Jornalismo do 6º semestre de 2022, para a disciplina de Projeto Interdisciplinar: Revista Digital, da Universidade de Sorocaba.

© 25 de novembro de 2022 

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